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    Apresentação

    Tipo

    Indicação Geográfica Protegida

    Espécie/Variedade

    Fruto proveniente de cultivares da Malus domestica Boekh, dos grupos Casa Nova, Golden Delicious, Red Delicious, Gala, Fuji, Granny Smith, Jonagold, Reineta e Pink.

    Historial

    A história agrícola da Região de Alcobaça começa, com significado, em 1154 com a instalação dos primeiros monges vindos da Abadia de Claraval. Existem referências de que os monges já encontraram campos cultivados por populações autóctones, mas com pouco significado. As terras da Região de Alcobaça foram doadas por D. Afonso Henriques a S. Bernardo, da Ordem de Claraval, para a fundação de um Mosteiro da mesma Ordem.

    Os monges procedem à colonização das terras atribuindo forais ou cartas de povoação, que constituem esboço de uma legislação agrária. Os chamados monges agrónomos dedicam-se ao desenvolvimento da agricultura, principalmente através das chamadas granjas, que se tornam importantes focos de desenvolvimento agrícola. A área ocupada pelos Coutos de Alcobaça é sensivelmente igual à que hoje nós indicamos como delimitação para a produção da Maçã de Alcobaça, naquele tempo assim delimitada (conforme Anexo I) unicamente por motivos políticos.

    O cultivo de fruteiras, em especial de macieiras, começa logo a ter importante significado. Numa época em que a doçaria estava pouco desenvolvida, a maçã servia de sobremesa depois de faustosas refeições. Segundo M. Vieira Natividade, “A cultura da árvores fruteiras mereceu sempre dos monges os mais constantes cuidados.”.

    As qualidades organolépticas das maçãs da Região de Alcobaça começam cedo a distinguir-se “Reunia ela características que a tornavam distinta: a gradação da doçura à acidez na longa série de variedades; o delicioso perfume, o encanto vivo da cor,...”.

    “...Compreende-se que os monges, desde o seu inicio, tivessem pelas árvores frutíferas um verdadeiro culto.”

    A importância e significado da fruta está bem patente nas cartas de foral e da povoação como a que é transcrita por J. Vieira Natividade: “Aos 5 de Maio da era de 1341 que ha anno de 1303 deu o Abbde D. Fr. Pedro Nunes aos povoadores da villa da Mayorga a carta de povoação....

    “....12º - E vos de suzoditos probadores com vossos sussessores deveres dar a nos e a nossos sussessores o quarto das frutas e do azeyte e do Pomar da Cornaya a manter esse pomar...”.

    A fama e notoriedade das maçãs dos Coutos de Alcobaça foi crescendo, principalmente na Corte. Citando de novo M. Vieira Natividade que refere assim João Baptista de Castro, no seu Mappa de Portugal, 1750, “...a grande estimação em que se tem as camoezas de Alcobaça...”

    Ainda M. Vieira Natividade: “E tão intensa foi e é essa cultura que, ainda hoje, nas terras d’Alcobaça por fruta se subentende a maçã e por pomares as plantações de macieira.”

    Segundo Iria Gonçalves, “...as hortas e pomares situados dentro da própria cerca do Mosteiro, tinham depois muitos outros espalhados por diferentes locais, esses visando fins lucrativos.”

    É pela riqueza trazida pela produção de frutos de qualidade que se compreende uma curiosa relação encontrada nos “Papeis avulsos de Frei Manuel de Figueiredo” de 1777 sobre fruta enviada para Lisboa como ofertas destacando-se as 24 canastras enviadas respectivamente para a “Raynha Nossa Senhora, El-Rey Nosso Senhor, A Senhora Raynha May, Ao Princípe do Brasil...”.

    O total de ofertas nesse ano totalizou as 506 canastras.

    Em 1876 um autor desconhecido descrevia assim Alcobaça: “As arvores cobertas de flores enchiam nas ravinas de água, convergindo todas para o vale, onde mais largos pomares engrossavam estas massas floridas, dando á vista um deleite indescritível.”

    Já no início deste século, exportava-se só pela barra de S. Martinho uma média anual de 1450 carradas para o Algarve, Lisboa e Norte de África.

    A importância da maçã na Região manteve-se, vindo a realizar-se aqui o IIº Congresso de Pomologia em 1926.

    Posteriormente é criada a Junta de Reconstituição dos Pomares de Alcobaça. Esta ganha um prémio de qualidade gustativa de âmbito nacional num concurso realizado em Leiria.

    Em 1962 é instituído o IIº Plano de Fomento que, pela mão do Eng. J. Vieira Natividade, vem a proceder à renovação constante e de luta por uma produção de qualidade que caracteriza a produção da maçã da região de Alcobaça.

    O reconhecimento e sequente protecção da Indicação Geográfica Alcobaça, para estas maçãs, deveu-se, portanto, não só há enorme reputação que este nome tem no mercado e desde há séculos como também ao facto de ser comprovável a diferença qualitativa das maçãs obtidas na área geográfica delimitada.

    Fotografias (apresentação)



    Receitas


    Bolo de Maça com Canela
    Ingredientes: 4 ovos; 150gr margarina; 150gr de açúcar; 200gr de farinha; 3 maças;raspa de limão; canela a gosto
    Modo de Confecção: Batem-se as claras em castelo, junta-se as gemas, o açucar,margarina, farinha, junta-se tudo e acrescenta-se as maças. No final acrescenta-se a canela.


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